Relaxe, não saia imediatamente para o mercado de trabalho. O afobado come cru, lembre-se desse dito popular. Tudo o que você menos precisa, a partir de agora, e o que menos vai ajudar, é pressa e correria para conseguir um novo emprego ou novo trabalho para obter o seu sustento. O mais importante nessa nova fase de vida não será a velocidade que você vai dar às suas ações, mas a direção que vai dar a elas.

 

Dê um tempo para você. Aproveite as férias forçadas e procure descansar, recuperar suas energias, reciclar conhecimentos, organizar agenda, rever amigos e parentes, praticar esportes e algum divertimento. Até mesmo repensar o seu estilo de vida, a forma como se relaciona com as pessoas em geral que o cercam, etc. Avaliar o que está lhe fazendo bem e deve ser mantido e o que pode ser melhorado e ou corrigido, adotando e incorporando novas práticas, novos hábitos, novas atitudes e novas posturas.

 

Procure, pelo menos neste período, fazer todas aquelas coisas simples que você deixava de fazer só porque estava trabalhando, achando que com isso estaria agradando não só a sua empresa, demonstrando uma enorme dedicação, a ponto de se privar de coisas tão ou mais agradáveis do que o próprio trabalho,  como também a você mesmo e seu alto nível de exigência.

 

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Entre as coisas simples, mas tão ou mais agradáveis que o próprio trabalho que você freqüentemente pode ter sacrificado, variando este julgamento, é claro, de pessoa para pessoa, podemos citar: almoçar com os filhos e esposa(o), levar um filho à escola ou busca-lo, jogar conversa fora com amigos, se divertir, cuidar de sua saúde, freqüentando uma academia ou fazendo uma simples caminhada, etc.

 

Muito bem, depois de um merecido e forçado descanso, agora já mais revitalizado, como novos hábitos incorporados, ao se decidir pela busca de uma nova recolocação faça isso de forma planejada, sem atropelos, sempre com muita determinação e com muito empenho.

 

Como diz Richard Nelson Bolles, em seu livro “Qual é a cor de seu pára-quedas?”, “faça de seu desemprego o seu real e único emprego”. Segundo o autor, conseguir um novo emprego e, acrescentamos, um novo trabalho ou renda, é uma atividade que deve ser exercida diariamente, com todo o empenho e determinação possíveis, sem esmorecer, como se isto por si só fosse a atividade principal de qualquer pessoa disponível no mercado.  O autor, inclusive, sugere que você cumpra horários, como se fosse uma jornada de trabalho, com hora para entrar, descansar, se alimentar e parar.

 

Para aqueles que facilmente ficam desanimados diante de uma resposta negativa em uma entrevista de seleção ou de ausências de vagas, nesse mesmo livro, li uma frase que me marcou bastante e que a retransmito a você: quanto mais “nãos” você for recebendo, ou respostas negativas, diria eu, mais perto do sim ou da resposta positiva, você está chegando.

 

Segundo o autor, uma pessoa desempregada normalmente precisa receber muitos “nãos” antes de receber um sim. O raciocínio dele, que também julgo estar correto, é que quanto mais nãos a pessoa receber representa o quanto mais ela se empenhou e trabalhou para encontrar o seu novo emprego ou sua nova atividade de trabalho. Na prática, participou de vários processos seletivos e analisou várias outras alternativas.  Portanto, nunca esmoreça e nunca se abata com os seguidos “nãos” que certamente irá receber, pelo contrário, fique confiante, porque seu “martírio” estará próximo do fim, com a chegada de um SIM ou de uma resposta positiva para seus interesses.

 

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Paulo Pereira,  Trabalho e Renda
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