T&D: Conheça os resultados do estudo Panorama de Treinamento no Brasil

O Panorama de Treinamento no Brasil 2019/2020 é um estudo realizado pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e Integração Escola de Negócios que ocorre anualmente e visa analisar e compreender os principais indicadores da gestão de Treinamento & Desenvolvimento (T&D) das empresas brasileiras.

Os dados de 2019 já foram divulgados e, no decorrer deste post, vamos trazer os principais resultados da pesquisa.

Mas antes, vamos entender como a pesquisa foi feita e a metodologia utilizada.

Ao todo, participaram 533 respondentes, que foram distribuídos por setor e porte. Todos os participantes responderam a um questionário de perguntas.

É este questionário que fornece os dados que definirão os indicadores utilizados na pesquisa.

Bom, agora que você entendeu um pouco melhor sobre como o Panorama de Treinamento no Brasil foi feito, vamos aos principais resultados!

Indicadores da gestão de Treinamento & Desenvolvimento (T&D)

A partir de agora, você vai entender um pouco mais sobre os principais indicadores da pesquisa, bem como a média nacional de investimentos em T&D.

Vamos passar pelos dados de todos esses indicadores para que você entenda a situação real em que o setor da sua empresa está:

  • Indicadores de Investimento Anual em T&D
  • Volume de T&D realizado;
  • Dimensão da área de T&D;
  • Estratégia da área;
  • Distribuição do treinamento por público e conteúdo;
  • Distribuição do treinamento por forma de entrega.

Boa leitura e ótimos aprendizados!

1.   Indicadores de Investimento Anual em T&D

Em 2019, a média de investimento anual em T&D foi de R$652,00 por colaborador, o valor mais baixo dos últimos três anos.

Desde 2017, a média anual diminuiu 13%, e a análise por setor aponta a indústria como o setor de maior investimento, R$734,00.

Dentre os demais setores analisados na pesquisa, o de serviço aparece com o segundo maior investimento, R$690,00 e o comércio com o menor, R$357,00.

Gráfico investimento T&D por colaborador

Fonte: Estudo “Panorama do Treinamento no Brasil”

De acordo com a pesquisa, os principais critérios que as empresas utilizam para definir a verba anual em T&D são:

  • 60%: Levantamento de necessidades de treinamento;
  • 56%: Previsão (a partir do investimento dos anos anteriores);
  • 53%: Planejamento estratégico.

Apenas 5% das empresas consideram a quantidade de horas de treinamento por treinando e 3% utilizam o critério de quantidade de horas de treinamento por efetivo da empresa.

Nos últimos três anos, o Planejamento Estratégico aparece com a maior constante de priorização entre as empresas.

2.   Volume de T&D realizado

Considerando o volume anual em horas de treinamento por colaborador, a média brasileira em 2019 foi de 15 horas de treinamento por colaborador.

O setor de serviço aparece com o maior volume de horas – 16 – e o comércio com o menor – 8 horas.

Indústria e Administração Pública aparecem, respectivamente, com 16 e 11 horas investidas.

No total, a diminuição do volume foi de 17% em relação aos últimos três anos.

Fonte: Estudo “Panorama do Treinamento no Brasil”

3.   Dimensão da área de T&D

Aqui, calcula-se o tamanho da equipe necessária para fazer a gestão de T&D em uma empresa, bem como gerenciar investimentos e realizar estratégias.

Mais uma vez houve queda neste indicador, indo de 6 para 5 profissionais.

Empresas de 101 a 500 funcionários possuem apenas 2 gestores de T&D e, as acima de 5.001, possuem uma média de 12 gestores.

Calculando o número de colaboradores da empresa para cada gestor de T&D, o comércio aparece com 680 funcionários por profissional, enquanto administração pública com 268.

No setor industrial, a média é de 519 funcionários e no setor de serviço, 470.

Fonte: Estudo “Panorama do Treinamento no Brasil”

Estratégia da área

Quais são as empresas que mais trabalham com um orçamento anual de T&D?

92% das empresas do setor industrial possuem esse orçamento definido.

Agora, quando olhamos para o número de empresas que utilizam estratégias de universidade corporativa, observamos uma queda. Apenas 16% das empresas de comércio adotam essa estratégia, enquanto 26% do setor industrial adota.

Ainda sobre a utilização de estratégias de universidade corporativa:

  • 20% das empresas possuem uma unidade corporativa;
  • 14% é o índice de absenteísmo nas ações de treinamento.

O percentual de absenteísmo se manteve o mesmo em relação ao ano passado, 19%. A indústria aparece com o maior índice, 16%, e o comércio com o menor, 8%.

Mesmo com uma queda de 10% no valor investido na terceirização de ações de T&D, o valor continua expressivo: 50%. Com a seguinte distribuição de gastos:

  • 50% é investido em atividades terceirizadas (consultores, professores, serviços, etc);
  • 38% é investido em despesas internas (despesas administrativas, salários de equipes de T&D, etc);
  • 12% é investido em cursos curriculares (do ensino fundamental à pós-graduação).

4.   Distribuição do treinamento por público e conteúdo

Aqui, vamos entender os resultados dos indicadores do público-alvo e os tipos de estratégias de conteúdo que as empresas mais utilizam.

A distribuição do investimento do treinamento formal entre líderes e não-líderes é equilibrada.

50% para não líderes e 50% para líderes. Deste último, 30% é voltado para gerência e supervisão e 20% para alta liderança.

Fonte: Estudo “Panorama do Treinamento no Brasil”

A distribuição do treinamento para não-líderes foi interpretada da seguinte forma:

  • 43% é voltada para áreas operacionais ou industriais;
  • 31% é voltado para equipes administrativas;
  • 26% é voltado para áreas comerciais.

Fonte: Estudo “Panorama do Treinamento no Brasil”

Assim, a pesquisa traz o apontamento de que o desenvolvimento comportamental aparece como uma prioridade tanto para o treinamento de líderes quanto para o de não-líderes.

Treinamentos compliance ou obrigatórios são o de menor investimento entre líderes: 21%.

Já para os não-líderes, o treinamentos técnicos são os mais investidos entre as três áreas que citamos acima: 44%.

Os grupos priorizados para cada tipo de treinamento são:

  • Alta Liderança e Treinamento Comportamental (53%);
  • Operação Industrial e Treinamento Técnico (45%);
  • Operação Industrial e Compliance ou Obrigatórios (29%).

Fonte: Estudo “Panorama do Treinamento no Brasil”

A pesquisa também avaliou quais são os principais conteúdos que farão parte do programa de treinamento das empresas participantes em 2020.

Comunicação é o conteúdo de maior destaque, aparecendo unanimemente em todos os setores.

Para a indústria, outros conteúdos priorizados são a inovação e segurança.

Para serviço, a prioridade é atendimento ao cliente e inteligência emocional.

Para comércio, vendas e atendimento ao cliente aparecem como primeira e segunda prioridade, respectivamente.

Para administração pública, trabalho em equipe e informática são as prioridades.

5.   Distribuição do treinamento por forma de entrega

Por fim, a pesquisa traz quais são os meios e métodos que as empresas priorizam.

A principal forma de análise foi o comparativo entre os ensinos EAD e Presenciais.

71% dos treinamentos são feitos presencialmente e apenas 13% são treinamentos EAD.

No mais, também foi observado que 4% dos treinamentos são voltados para tecnologia móvel (como celular, por exemplo), 6% são EAD, porém com aulas ao vivo e 6% são treinamentos sem o uso da tecnologia (apostilas e manuais).

Administração pública aparece como o setor que mais realiza treinamentos através de tecnologia, 28% e comércio é o setor que menos investe, apenas 15%.

Aplicando a teoria 70:20:10, a pesquisa também analisou quais são os setores que mais impulsionam o aprendizado através da prática.

Assim, dentre os quatro setores avaliados, 18% não utilizam nenhuma metodologia de aprendizado on the job.

Ao mesmo tempo, a prática de troca de conhecimento entre colaboradores pessoalmente é utilizada por todos, com uma média de 77%.

Gráfico T&D percentual por forma de entrega

Notas Finais

Indústria apareceu como o setor que mais uniu esforços e aplicou investimentos de T&D em 2019. É também o setor que mais se concentra no desenvolvimento de não-líderes.

Serviço é o setor que mais utiliza a tecnologia em suas ações.

Comércio é setor de menor investimento em T&D em 2019, ficando logo atrás a administração pública, ao passo que esta representa empresas maiores e com ganho em escala.

É muito importante compreender o cenário atual do investimento em T&D nos setores brasileiros, uma vez que estamos passando por mudanças importantes, que estão modificando o modo de gerenciar e executar funções dentro de uma organização.

Os indicadores aqui representam os pontos de força, que devem ser mantidos, e aqueles que precisam ser otimizados.

Esperamos que você tenha tirado bons aprendizados da pesquisa e se sinta inspirado a realizar as mudanças que a sua empresa precisa!


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