No frigir dos ovos, seleção é um processo de escolha profissional mútua. As empresas, utilizando-se de vários caminhos, alternativas e instrumentos, lançam-se ao mercado para encontrar um profissional, cujo perfil pessoal e profissional sejam adequados às suas necessidades de negócios, apesar dos headhunters e selecionadores (não é a maioria, felizmente) e dos candidatos (a maioria, infelizmente) se comportarem diferentemente. 

 

Os selecionadores, os com deformação profissional, tem como postura agir como se fossem as pessoas mais importantes do mundo, os donos da bola, os Deuses todo-poderosos, os senhores de todas as decisões. Muitas vezes se esquecem até de que estão a serviço de pessoas ou empresas e perdem o foco de suas necessidades. Agem com o candidato como se a posição em que está trabalhando fosse a única para ele.

 

Tratam o candidato não como um “recurso” ou “matéria prima” nobre e, dependendo da situação, escassa no mercado, atribuindo a ele toda a responsabilidade e iniciativa para conquistar a posição em aberto. Não se preocupam em preparar um clima em que o candidato possa se sentir seguro, valorizado, respeitado e interessado em colocar para fora toda a sua potencialidade.

 

Pobres coitados. Quantos e quantos ótimos candidatos simplesmente deixaram de dar continuidade ao processo por falta dessas indispensáveis providências.

 

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Por outro lado, infelizmente, a maioria dos candidatos faz o jogo desses maus headhunters e selecionadores e assumem uma posição de extrema dependência em relação a eles e se deixam passivamente conduzir em todo o processo.

 

Você precisa estar atento a isso. Comporte-se considerando que você está precisando da empresa, do selecionador ou do headhunter. Mas não perca de vista que você é extremamente interessante para eles. Não seja simplesmente escolhido. Você tem o direito, a necessidade e o dever de escolher onde quer trabalhar, sem demonstrar arrogância e prepotência ou exagero na humildade.

 

Esteja atento para saber como se comportar diante das perguntas, respostas, considerações e observações que ocorrem na dinâmica das conversas, pois todos os seus atos, palavras, gestos, posturas e atitudes estarão sendo analisados e levados em consideração.

 

Apresente-se confiante em você mesmo. Fale com clareza, naturalidade, espontaneidade e de maneira articulada e verdadeira. Tenha cuidado com sua gramática, o uso de gírias e os vícios de linguagem.

 

Cuidado com as contradições, pois, na própria entrevista ou em futuras discussões de seu entrevistador com outras pessoas que o entrevistaram, costumam provocar estragos em sua avaliação, gerando uma grande insegurança nos entrevistadores em relação às suas reais condições.

 

Não minta, nem tente defender posições nas quais você não acredita efetivamente. Quem não mente não corre o risco de cair em contradição.

 

Se for questionado sobre os seus valores e conceitos, não tente camuflar suas crenças e atitudes reais só para parecer “politicamente correto” ou “moderno”. Admita-os e, se for o caso, apresente seus argumentos que possam justificar seu posicionamento, procurando demonstrar flexibilidade em aceitar e incorporar mudanças.

 

Não tenha medo de falar de seus “defeitos”, de seus fracassos ou algo que não foi possível concluir em algum momento de sua trajetória profissional. Esteja certo de uma coisa: não existe qualquer profissional infalível ou perfeito, que não tenha tido algum insucesso ou fracasso em suas iniciativas profissionais.

 

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Paulo Pereira,  Trabalho e Renda
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