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CORPO, MENTE E ESPÍRITO SEMPRE SAUDÁVEIS

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CORPO, MENTE E ESPÍRITO SEMPRE SAUDÁVEIS

Já falamos um pouco sobre esse tema no artigo Adie ao máximo sua aposentadoria.  Como reforço, temos algo mais a dizer sobre ele.

 

Você é do tipo que se orgulha em dizer que é o primeiro a chegar e o último a sair de seu trabalho?  Não tem tempo adequado para alimentação e descanso? Nem sabe mais o que é praticar um esporte? Só se lembra dos familiares mais próximos em suas datas especiais (ou obrigatórias)? Dorme sonhando com o trabalho e compromissos de seu dia-a-dia?

 

 

Pois bem, além do mal que esta vida estressante proporciona à sua saúde física, mental, espiritual e emocional, cada vez mais essas atitudes, que, até algum tempo, eram sinônimos de um “profissional dedicado”, agora já depõem contra você.

 

As empresas demoraram a perceber – e não por razões humanitárias – o mal que esse tipo de comportamento trás para você e, principalmente, para os negócios delas. Elas estão agindo em várias direções para identificar e combater ou ajudar este tipo de profissional, pois se conscientizaram que por traz dele certamente há um profissional problemático, com baixa produtividade e baixa criatividade, refletidos em uma pessoa amargurada, angustiada, estressada, ansiosa e pronta para “explodir”.

 

Elas continuam, sim, valorizando e exigindo muito a dedicação máxima de seus profissionais, em especial de seus executivos estratégicos, mas reconhecem e estimulam a prática de hábitos saudáveis e equilibrados de vida entre seus colaboradores. Fazem isto através de diversos programas de atividades físicas, culturais e de recreação, dentro e fora das empresas, instalando academias de ginástica,  próprias  ou conveniadas, e desenvolvendo planos de saúde preventivos, entre tantas outras iniciativas.

 

Em geral, os executivos estratégicos são os que mais sofrem com o desequilíbrio entre realização profissional e qualidade de vida, pois, pela natureza dos cargos que ocupam, participam de um voluntário e involuntário poderoso jogo de manipulações, deles mesmos para eles mesmos, entre eles e seus acionistas controladores, familiares e amigos.

 

Em razão do receio da perda de status que têm na empresa e perante os amigos e outros familiares, por conta do cargo e do nível da remuneração e benefícios, colocam o trabalho como a essência de sua vida, aceitando e se impondo desafios descabidos.

 

Dedique-se ao trabalho com inteligência e respeito à sua saúde – física, mental e espiritual.  Não tenha medo de mudar a sua forma de trabalhar por achar que sua empresa poderá vê-lo como uma pessoa folgada. Nada disso, você estará sendo valorizado por ela. Além do mais, você vai perceber que quanto mais perto do equilíbrio você se encontrar, além de viver melhor e feliz, mais produtivo para a empresa você será.

 

Busque um equilíbrio em seus vários papéis sociais, como profissional, pai/mãe, cônjuge, namorado(a), noivo(a), irmã(o), filho(a), amigo(a), familiar, cidadão, aluno(a) e, por que não, religioso(a).

 

Não somos só de carne e osso. Exceções à parte, por mais ateu e materialista que possamos ser,  acreditamos que possuímos uma alma, um espírito. Infelizmente, para muitos de nós, essa percepção só é mais evidente em momentos dramáticos ou terminais de nossa vida, ou de algum de nossos entes e amigos queridos. Torço para que não seja o seu caso, pois são momentos em que o filme da vida passa rápido demais e o tempo para arrependimento e para  “consertar” as coisas fica muito curto.

 

Se acreditamos que temos uma alma ou um espírito, devemos também cuidar dele (ou dela), pois ainda não sabemos ao certo o que nos espera do “outro lado”, quando passamos desta para outra vida. Se é que vamos para algum lugar depois da morte ou se vamos simplesmente para o pó, como vão os demais seres vivos na natureza, vegetal ou animal. Isto na crença dos que não crêem em nada, que não é o meu caso – e espero também não seja o seu.

 

Agora, não se iluda se pensa que está resolvendo esta questão só porque você vai à missa ou aos cultos de sua igreja, mesmo com toda a freqüência, se suas atitudes e comportamentos práticos em seu dia-a-dia o contradizem. Freqüentar igrejas não é uma garantia automática de que você vai para o “céu”.

 

Por outro lado, não é porque você não freqüenta missa e cultos que, automaticamente, é um pecador e que vai para o “inferno”.  Maus exemplos de “religiosos de mentirinha”, praticantes ou profissionais do setor, existem em quantidade, muitos até em noticiário policial, incluindo padres, missionários e pastores. E haveria mais, se todos as pessoas prejudicadas por eles tivessem a coragem denunciá-los e os grupos que os representam agissem para puni-los e não para acobertá-los, como visto em alguns episódios recentes.

 

Nesse quesito, entre tantos outros, admirava meu pai. Ele tinha em seu próprio quarto a sua própria igreja, literalmente falando. Um verdadeiro santuário de imagens e velas. Vivia em permanente comunhão com o Deus em que ele acreditava. Via isso nos gestos e sinais de agradecimentos que ele faz  (sinal da cruz e rápidas orações) nas mais cotidianas rotinas, como dormir, acordar, se alimentar, passar em frente à Igreja de sua devoção, cruzar a rua que leva ao cemitério, velório, etc., e lia a bíblia todos os dias, logo de manhã. E agiu assim pelo menos desde que eu o conheci, mas não era freqüentador assíduo de missas e cultos, só o fazendo raramente, por exemplo, quando casou seus filhos e nos batizados de netos.

 

Enfim, todos precisamos, podemos e devemos desenvolver novas alternativas e atitudes para encontrarmos uma forma equilibrada de tornar a rotina de trabalho mais adequada em relação às novas necessidades das dinâmicas das relações comerciais e empresariais como um todo, compatíveis com os recursos tecnológicos e de comunicação existentes, conciliando nossas necessidades e interesses em variados papéis, pessoais, coletivos, familiares e, principalmente, de saúde – física, psicológica e mental.

 

Temos de empenhar-nos em fazer bem a nossa parte, esforçar-nos para fazermos um melhor papel, pessoal e profissional, mesmo com algum sacrifício ou com baixa compensação. Agora, ir para o sacrifício, não significa dizer, necessariamente, que temos de nos anular enquanto pessoas, para podermos viver bem nossas relações – com quem quer que seja – com as nossas empresas ou mesmo com nossos próprios filhos, pois filhos verdadeiros não querem a anulação de seus pais. Nem mesmo as empresas sérias e responsáveis querem isto de você.

 

Não se anule, mas se achar que deve se anular enquanto pessoa ou enquanto profissional para viver bem com quer que seja, ou para continuar trabalhando em alguma organização, fique alerta para, pelo menos, no futuro não apresentar uma fatura que não poderá ser resgatada por quem você se anulou durante parte da vida ou a vida toda ou pela própria organização. Elas podem simplesmente não conseguir pagá-la ou não querer reconhecer a dívida apresentada.

 

Realização profissional sim – sempre. Mas também com equilibrada qualidade de vida. Este deve ser o nosso permanente desafio. Tenha sempre em mente que super homens e super mulheres, aqueles ou aquelas que conseguem ser perfeitos em todos os papéis, durante o tempo todo na vida, só existem em gibis. Se se apresentarem assim na vida real para você, provavelmente, você estará diante de alguma hipocrisia ou dissimulação – ou diante de Cristo, se não estiver sonhando.

 

Leia também:

 

Paulo Pereira,  Trabalho e Renda
Youtube: Trabalho e Renda – Paulo Pereira
Facebook: @TrabalhoeRendaPP

 

By |2019-04-22T11:24:14+00:00abril 2nd, 2019|Categories: Atitudes Preventivas ao Desemprego|0 Comentários

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