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Postura Ética

Por: Paulo Pereira   13/07/2011 - 08h56m


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Mesmo que provocado, nunca fale mal de seus antigos empregadores, supervisores, colegas de trabalho, de parentes etc. Quando a situação requerer alguma avaliação sobre eles, procure fazer isto de uma maneira crítica e saudável, demonstrando também virtudes e aprovações. Não cuspa no prato que comeu algum dia, pois poderá precisar dele novamente para novas refeições.
 
Nunca faça comentários ou observações que desqualificam o próprio entrevistador, os outros candidatos que participam do processo ou outros profissionais que o entrevistaram ou participaram do processo de recrutamento e seleção. Em relação aos candidatos concorrentes, adote como atitude o significado de alguns provérbios conhecidos que, no momento, não me ocorre a autoria, entre eles: Você não precisa apagar a luz de seu vizinho para fazer a sua brilhar. Ou, o mais popular de todos eles: O sol nasceu para todos.
 
Jamais fale sobre informações confidenciais ou sigilosas, ainda que isto possa eventualmente parecer lhe beneficiar. Isto só poderá lhe prejudicar, perante o próprio entrevistador, que o verá como alguém em quem não se possa confiar. Poderá lhe prejudicar mais ainda se a informação vazar e provocar prejuízos para outras pessoas e ou para as empresas em que tenha trabalhado anteriormente, inclusive indenizatórios, perante a Justiça.
 
Coloque-se no seu lugar de candidato. Observe os limites até onde você pode ir. Não invada os espaços e não confunda relacionamentos com seu potencial empregador ou representante dele.
 
Um adequado clima de simpatia, empatia e envolvimento entre você e o entrevistador (a), para que a entrevista transcorra com naturalidade e contemple interesses mútuos, só pode ajudar, mas poderá ser muito prejudicial, tanto no processo em si, como no futuro, caso venha a ser o escolhido (a), se este clima caminhar para um tipo de paquera e ou assédio, mesmo que velados. É uma situação possível de ocorrer, mas extremamente inadequado para estas ocasiões.
 
Nunca trate mal, com arrogância, superioridade ou indiferença o pessoal de apoio, de assessoria e recepção. Além de ser uma atitude natural e obrigatória entre as pessoas, você não pode esquecer que, ao sair da entrevista, essas pessoas possam ser questionadas em pequenos detalhes, como por exemplo: E aí, o que achou do jeito dele ou dela? Pronto, se agiu mal, perdeu a chance de ver seus pontos aumentando para conquistar a posição.
 
Mais ainda, se der azar (ou sorte, dependendo de como agiu e a impressão que tenha causado a eles ), algumas dessas pessoas pode ser o próprio filho do entrevistador ou do dono da empresa fazendo um estágio ou algo naquele setor naquele momento. Não sendo o próprio filho ou algum parente, poderá ser alguém muito respeitado por suas opiniões para o entrevistador.
 
Não adianta quer enganar a empresa e ou o entrevistador sobre suas reais qualificações. Você pode até conseguir isto, usando de artifícios e comportamentos inadequados. Mas o que você ganha com isto? Você só perde. Poderá até conquistar a posição, mas em algum momento vai perder a dignidade e moral, se é que já não estaria perdida por pessoas que, deliberadamente, agem assim.
 
Lembre-se que você não vai conseguir enganar a todos o tempo todo. Uma hora sua máscara vai cair, e no pior momento. E se você já estiver contratado, já sabe: RUA, junto com outros constrangimentos e humilhações.
   
    Autor: 
 

Paulo Pereira, Diretor Presidente da Eventos RH
Autor do livro Profissionais & Empresas - Os Dois Lados de Uma Mesma Moeda no Mercado de Trabalho, Editora Nobel.


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