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Como se Comportar em Entrevistas

Por: Paulo Pereira   13/07/2011 - 08h50m


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Em item anterior neste trabalho, apresentamos uma série de considerações, esclarecimentos, recomendações e observações relacionadas com a etapa de entrevistas. Todo cuidado nesta etapa é pouco. Erros e acertos serão decisivos, muito mais do que em outras fases do processo.
 
Prepare-se adequadamente para ela. Podem ser entrevistas individuais ou em grupo. Por um único selecionador ou por mais de um, simultaneamente. São elas, em essência, que definem sua contratação, muito mais que os testes, as avaliações e as dinâmicas pelas quais, eventualmente, você já passou.
 
Normalmente, uma entrevista, quando conduzida por gente do ramo, tem um ritual ou um roteiro que variam muito pouco de selecionador para selecionador, mas que são específicos para cada uma das fases do processo de recrutamento e seleção.
 
Nos primeiros cinco a dez minutos, a conversa gira em torno dos cumprimentos, do quebra-gelo e informações sobre os objetivos e finalidades da entrevista, a fase em que se encontra o processo, os resultados que podem ser alcançados e a dinâmica que se pretende dar a ela.
 
Em seguida, por uns 30 a 40 minutos, a palavra será passada para você. Naturalmente, neste tempo, o diálogo fica estabelecido - com perguntas, argumentações e esclarecimentos.
 
Alguns entrevistadores, até adquirirem a confiança do entrevistado, evitam perguntas relacionadas a aspectos pessoais logo de início e vão concentrando os esforços em aspectos relacionados a qualificações, formação e trajetória profissional.
 
Os 15 minutos finais servem tanto para você como para o entrevistador. A você, para esclarecer algumas dúvidas de seu interesse. Ao entrevistador, para passar mais informações sobre a empresa, o processo, a posição em aberto e a área, bem como combinar ou informar os próximos passos ou fases.


Informações e Ações Preliminares:
 
Use os meios que você dispõe, com toda a discrição, classe e inteligência e procure saber com antecedência: qual o tipo de entrevista - individual, em grupo; quem ou quais pessoas vão entrevistá-lo e respectiva importância dentro do processo e, se possível, algumas  características de personalidade dessas pessoas; duração estimada; em qual etapa do processo a entrevista se situa.
 
Procure levantar informações sobre a empresa, seus produtos ou serviços, seu setor de atuação, seu posicionamento no ranking, procurando utilizá-las com sabedoria, durante as entrevistas. É indispensável, se você tem acesso à Internet, navegar por todo o site da empresa e se interar de seu conteúdo.
 
Se já não tem o hábito, pelo menos leia algum jornal do dia e alguma revista de circulação nacional ou especializada da semana, para poder estar no mínimo informado sobre o que anda acontecendo nos últimos dias ou quais são as novidades em sua área. Melhor ainda, se tiver acesso à Internet, navegue pelos sites dos principais veículos de comunicação que você conhece. Pode ser que você identifique uma notícia quentíssima ou assunto especial que poderão fazer parte de algumas das fases da entrevista, preliminares ou não.
 
Demonstrar estar muito desatualizado em relação ao que anda acontecendo com sua profissão ou alienado em relação aos principais acontecimentos do dia-a-dia só vai atrapalhar - e muito.
 
Pode ser apenas uma piada, mas é muito conhecido o relato de um caso de seleção onde a primeira triagem foi feita com a seguinte pergunta: Quem já leu os jornais de hoje? Os que não leram, estão dispensados da continuidade do processo. Os demais continuam.
 
Exagero ou não é melhor se cuidar. De louco e de médico todo mundo tem um pouco... E não vai ser difícil você encontrar alguém, quando não o original, copiando este estilo radical e agressivo (e muito duvidoso) de recrutamento e seleção de pessoal.

 
Pontualidade:
 
Administre o horário de seu compromisso. Nunca chegue atrasado e nem muito antes do horário agendado. Não peça para mudar a agenda, exceto se por motivo de força maior. Não assuma outros compromissos próximos ao horário de sua entrevista, pois pode haver imprevistos, remanejamentos de última hora, entrevista longa.
 
Descanse bem à noite ou período que antecede a sua entrevista. Procure relaxar. Se precisar se alimentar, faça refeições leves, evitando desconforto e sonolência durante a entrevista.
 
Não chegue em cima da hora, esbaforido, suado e sobressaltado. Se o desrespeito ao horário partir do entrevistador, controle sua irritabilidade, angústia e ansiedade.
 
Pode ser que o motivo seja por despreparo dele mesmo, procurando mostrar-se importante e ocupado ou por pura indisciplina e desorganização. Mas pode ter acontecido um problema específico.
 
Durante as entrevistas, discretamente, procure perceber quais foram os motivos que fizeram que o entrevistador lhe desse o "chá de cadeira".
 
Se não houve uma justificativa plausível, e caso ingresse na empresa, leve este gesto em consideração, na devida proporção e importância, principalmente se o entrevistador for uma pessoa com a qual você terá envolvimento direto e freqüente.
 
Não fique procurando fantasmas, mas o desrespeito que ele teve com você, em relação ao horário, pode ter sido só uma pequena gafe ou um pequeno deslize, mas também poderá ter sido a "ponta do iceberg". Fique alerta!


Cuidando da Aperência Geral:
 
Boa aparência ajuda e muito em processos de recrutamento e seleção de pessoal. Mas não faça deste aspecto uma paranóia. E nem precisa usar de métodos científicos para escolher qual a cor da roupa e modelo que você deve usar e nem mudar seu estilo pessoal (uso de barba e bigode, por exemplo) só porque alguns especialistas em comportamento dizem que isto pode lhe atrapalhar.
 
Alguns afirmam que o uso de barba ou bigode pode estar escamoteando algum traço de personalidade - e negativo e que você deve procurar se apresentar de "cara limpa". Se isto realmente fosse verdade ou algo muito importante, provavelmente Deus teria dito isto ao seu filho, Jesus, e este aos seus discípulos. É claro que estamos falando da imagem, verdadeira ou não, que nos tem sido apresentada por nossos antecessores.
 
O que funciona mesmo é o bom senso, o conforto, a discrição e a naturalidade em se apresentar nas várias e diferentes ocasiões em nosso dia-a-dia. E isto tudo é relativo.
 
Se você se sente bem com barba ou bigode, desde que devidamente cuidados, ou com a adoção de outro estilo (cabelos longos ou usa um ou outro adorno qualquer) isto não vai lhe atrapalhar em nada.
 
Agora se você só está fazendo uma experiência com sua nova aparência, adiar isto para outro momento também não vai lhe causar nenhum problema, além de não correr o risco desnecessário de "desagradar" alguns selecionadores que se guiam pelas observações de especialistas.
 
Boa aparência, em termos de disputa de vagas, é muito relativo e varia conforme a situação. Por exemplo: o aspecto higiene é muito importante em qualquer situação, mas para um garçom, uma cozinheira ou alguém que trabalha na área de saúde torna-se um requisito fundamental, em seus mínimos detalhes. Qualquer deslize poderá ser fatal. Os cuidados gerais com a higiene pessoal, evidentemente, são indispensáveis em qualquer situação, principalmente quando estiver diante de outras pessoas.
 
A roupa que você estiver usando não pode ser imprópria para o ambiente onde você fará as entrevistas. Por exemplo: Você está acostumado a andar de terno e gravata em São Paulo. Se a entrevista for em uma unidade agrícola da empresa, provavelmente o uso de terno e gravata se tornará incompatível.
 
Não use óculos escuros durante as entrevistas. Acessórios e adornos devem estar em harmonia com o conjunto todo e com seu estilo. Use perfumes e maquiagem discretos. Você pode até conseguir, mas não fique mascando balas ou chicletes enquanto estiver falando com alguém, ainda que seja a forma que você encontrou para disfarçar a sua tensão, nervosismo e ansiedade.
 

A Importância da Cordialidade:
 
Em seus primeiros contatos com o entrevistador faça-os de maneira calma e tranqüila. Nada de cara amarrada, ainda que tenha tido motivos ou aborrecimentos para agir como tal.
 
Entre de cabeça erguida e altiva, continue da mesma maneira durante a entrevista e, principalmente, saia de cabeça do mesmo jeito que entrou, demonstrando satisfação pela oportunidade, mesmo que possa ter sentido alguma rejeição preliminar ou que o processo possa estar se encerrando naquele momento para você.
 
Lembre-se que a iniciativa dos cumprimentos deve partir de quem o recebe, mas você pode complementá-los, conforme a situação e contexto, usando sua criatividade e "ganchos" percebidos. Mas se o entrevistador não tomar a iniciativa de recebê-lo e você for conduzido até a presença dele pela secretária ou algum assessor, tome a iniciativa dos cumprimentos quando adentrar a sala.
 
Um rosto alegre ou sorriso, transmitindo entusiasmo, é sempre um recurso que facilita a aproximação, mas não se comporte com exagerada intimidade como se fossem amigos íntimos de longa data. Demonstração de muita intimidade entre pessoas desconhecidas, em especial em situações de entrevistas, soam falsas, quando não deliberadamente e exclusivamente interesseiras e só para o momento.
 
O aperto de mão não pode ser do tipo displicente, com as pontas dos dedos, e nem daqueles que desarrumam o penteado da pessoa e transmitem falsa satisfação. Abraços e beijinhos, nestas ocasiões, só se forem pessoas amigas.
 
Quanto ao pronome de tratamento, tanto pode ser usado o estilo formal (Sr. ou Sra.) ou informal (você). Se for pessoa que aparenta ter mais idade que você, o correto é usar o formal, a menos que seja por ele liberado.
 
Por mais objetividade que se queira dar a uma entrevista, sempre haverá a chance de introduzir algum assunto que sirva para "quebrar o gelo" e diminuir a tensão e nervosismo eventualmente existentes no início da entrevista.
 
Normalmente um bom entrevistador sabe como utilizar deste expediente. Pode ser qualquer assunto, observação ou comentário de qualquer natureza, mas que tenha a capacidade de prender o interesse e gerar comentários pelas partes. Se o entrevistador não o fizer e der alguma chance para você fazer, faça-o você mesmo.
 
Grave o nome do entrevistador ou dos entrevistadores. Nunca esqueça o nome deles e muito menos os troque. Procure, durante as entrevistas, chamá-los pelo nome - sempre que possível. Essas providências só irão ajudá-lo.
 
Procure manter um clima de cordialidade durante toda a entrevista, evitando estabelecer polêmica, discussão, argumentação e comentário desconfortantes.


Autoconfiança:
 
No frigir dos ovos, seleção é um processo de escolha profissional mútua. As empresas, utilizando-se de vários caminhos, alternativas e instrumentos, lançam-se ao mercado para encontrar um profissional, cujo perfil pessoal e profissional sejam adequados às suas necessidades de negócios, apesar dos headhunters e selecionadores (não é a maioria, felizmente) e dos candidatos (a maioria, infelizmente) se comportarem ao contrário desta afirmação.
 
Os primeiros, os com deformação profissional, tem como postura agir como se fossem as pessoas mais importantes do mundo, os donos da bola, os Deuses todo poderosos, os senhores de todas as decisões. Muitas vezes se esquecem até de que estão a serviço de pessoas ou empresas e perdem o foco em suas necessidades. Agem com o candidato como se a posição em que está trabalhando fosse a única para ele.
 
Como já falamos, tratam o candidato não como um "recurso" ou "matéria prima" nobre e, dependendo da situação, escassa no mercado, atribuindo a ele toda a responsabilidade e iniciativa para conquistar a posição em aberto. Não se preocupam em preparar um clima onde o candidato possa se sentir seguro, valorizado, respeitado e interessado em colocar para fora toda a sua potencialidade.
 
Pobres coitados. Quantos e quantos ótimos candidatos simplesmente deixaram de dar continuidade ao processo por falta destas indispensáveis providências.
 
Por outro lado, infelizmente, a maioria dos candidatos faz o jogo destes maus headhunters e selecionadores e assumem uma posição de extrema dependência em relação a eles e se deixam ser passivamente conduzidos em todo o processo.
 
Você precisa estar atento a isto. Comporte-se considerando que você está precisando da empresa, do selecionador ou do headhunter. Mas não perca de vista que você é extremamente interessante para eles. Não seja simplesmente escolhido. Você tem o direito, a necessidade e o dever de escolher onde quer trabalhar, sem demonstrar arrogância e prepotência ou exagero na humildade.
 
Esteja atento para saber como se comportar diante das perguntas, respostas, considerações e observações que ocorrem na dinâmica das conversas, pois todos os seus atos, palavras, gestos, posturas e atitudes estarão sendo analisados e levados em consideração.
 
Apresente-se confiante em você mesmo. Fale com clareza, naturalidade, espontaneidade e de maneira articulada e verdadeira. Tenha cuidado com sua gramática, o uso de gírias e os vícios de linguagem.
 
Cuidado com as contradições, pois, na própria entrevista ou em futuras discussões de seu entrevistador com outras pessoas que o entrevistaram, costumam provocar estragos em sua avaliação, gerando uma grande insegurança nos entrevistadores em relação às suas reais condições.
 
Não minta e nem tente defender posições nas quais você não acredita efetivamente. Quem não mente não corre o risco de cair em contradição.
 
Se for questionado sobre os seus valores e conceitos, não tente camuflar suas crenças e atitudes reais só para parecer "politicamente correto" ou "moderno". Admita-os e, se for o caso, apresente seus argumentos que possam justificar seu posicionamento, procurando demonstrar flexibilidade em aceitar e incorporar mudanças.
 
Não tenha medo de falar de seus "defeitos", de seus fracassos ou algo que não foi possível concluir em algum momento de sua trajetória profissional. Esteja certo de uma coisa: não existe qualquer profissional infalível ou perfeito, que não tenha tido algum insucesso ou fracasso em suas iniciativas profissionais.


Postura Ética:
 
Mesmo que provocado, nunca fale mal de seus antigos empregadores, supervisores, colegas de trabalho, de parentes etc. Quando a situação requerer alguma avaliação sobre eles, procure fazer isto de uma maneira crítica e saudável, demonstrando também virtudes e aprovações. Não cuspa no prato que comeu algum dia, pois poderá precisar dele novamente para novas refeições.
 
Nunca faça comentários ou observações que desqualificam o próprio entrevistador, os outros candidatos que participam do processo ou outros profissionais que o entrevistaram ou participaram do processo de recrutamento e seleção. Em relação aos candidatos concorrentes, adote como atitude o significado de alguns provérbios conhecidos que, no momento, não me ocorre a autoria, entre eles: Você não precisa apagar a luz de seu vizinho para fazer a sua brilhar. Ou, o mais popular de todos eles: O sol nasceu para todos.
 
Jamais fale sobre informações confidenciais ou sigilosas, ainda que isto possa eventualmente parecer lhe beneficiar. Isto só poderá lhe prejudicar, perante o próprio entrevistador, que o verá como alguém em quem não se possa confiar. Poderá lhe prejudicar mais ainda se a informação vazar e provocar prejuízos para outras pessoas e ou para as empresas em que tenha trabalhado anteriormente, inclusive indenizatórios, perante a Justiça.
 
Coloque-se no seu lugar de candidato. Observe os limites até onde você pode ir. Não invada os espaços e não confunda relacionamentos com seu potencial empregador ou representante dele.
 
Um adequado clima de simpatia, empatia e envolvimento entre você e o entrevistador (a), para que a entrevista transcorra com naturalidade e contemple interesses mútuos, só pode ajudar, mas poderá ser muito prejudicial, tanto no processo em si, como no futuro, caso venha a ser o escolhido (a), se este clima caminhar para um tipo de paquera e ou assédio, mesmo que velados. É uma situação possível de ocorrer, mas extremamente inadequado para estas ocasiões.
 
Nunca trate mal, com arrogância, superioridade ou indiferença o pessoal de apoio, de assessoria e recepção. Além de ser uma atitude natural e obrigatória entre as pessoas, você não pode esquecer que, ao sair da entrevista, essas pessoas possam ser questionadas em pequenos detalhes, como por exemplo: E aí, o que achou do jeito dele ou dela? Pronto, se agiu mal, perdeu a chance de ver seus pontos aumentando para conquistar a posição.
 
Mais ainda, se der azar (ou sorte, dependendo de como agiu e a impressão que tenha causado a eles ), algumas dessas pessoas pode ser o próprio filho do entrevistador ou do dono da empresa fazendo um estágio ou algo naquele setor naquele momento. Não sendo o próprio filho ou algum parente, poderá ser alguém muito respeitado por suas opiniões para o entrevistador.
 
Não adianta quer enganar a empresa e ou o entrevistador sobre suas reais qualificações. Você pode até conseguir isto, usando de artifícios e comportamentos inadequados. Mas o que você ganha com isto? Você só perde. Poderá até conquistar a posição, mas em algum momento vai perder a dignidade e moral, se é que já não estaria perdida por pessoas que, deliberadamente, agem assim.
 
Lembre-se que você não vai conseguir enganar a todos o tempo todo. Uma hora sua máscara vai cair, e no pior momento. E se você já estiver contratado, já sabe: RUA, junto com outros constrangimentos e humilhações.


Postura Corporal:
 
Você não se comunica apenas com a boca ou por escrito.
 
Para muitos, a comunicação não-verbal, ou seja, a comunicação indireta - consciente e inconsciente - que você produz, que se relaciona mais com respeito à forma e à maneira como você diz as coisas ou como você se expressa, através de desenhos, figuras, pintura etc. são tão ou mais importantes que a comunicação escrita e oral.
 
O entrevistador, quando preparado, está observando você por completo: o seu jeito de sentar, de andar, os movimentos de braços, pernas e pescoço, o jeito como você o olha, o timbre de voz e outros gestos ou atos que você produz durante a entrevista.
 
A comunicação não-verbal tem uma importante vantagem e pode funcionar, também, como sua aliada. É um recurso válido tanto para você como para seus entrevistadores, o que os deixa em iguais condições neste aspecto, naturalmente se ambos tiverem o mesmo preparo.
 
Mas você não precisa, necessariamente, saber ou estudar formas de comunicação não-verbal só para poder participar de entrevistas. Mas tome alguns cuidados, pois como ela ocorre naturalmente, consciente ou inconsciente, tanto pode ajudar como atrapalhar - se estiver mentindo ou não sendo assertivo em suas convicções.
 
Agindo naturalmente, a comunicação não-verbal não vai causar qualquer problema para você. Se você souber usá-la, melhor. Sua mensagem chegará ao destino (seu entrevistador) com mais clareza e firmeza.
 
Quem deve estudar e se aprofundar em comunicação não-verbal, por dever de ofício, entre tantos outros, são os políticos. Eles normalmente tomam este cuidado - tanto para não serem pegos em contradição como também para reforçar o próprio discurso.


Falando de Você e de Seu Interesse:
 
Normalmente o entrevistador vai conduzindo a entrevista, fazendo perguntas, propondo interrupções, fazendo observações, pedindo explicações etc. Mas alguns usam de outras técnicas, quase não fazendo perguntas ou interrupções, deixando você livre para se apresentar.
 
Sempre que possível, evite respostas diretas como "sim" ou "não", procurando desenvolver um raciocínio completo, tornando as respostas mais interessantes, sem prolixidade.
 
Se você contratou empresa de serviços de assessoria para prepará-lo, esperamos que ela tenha tido o cuidado de orientá-lo para não se comportar como um "robô", devidamente enquadrado ou enlatado, agindo sem espontaneidade e naturalidade, como se tivesse que seguir um roteiro ou script pré-determinado, a exemplo do que tem ocorrido - e atrapalhado - com inúmeros, ótimos e mal assessorados profissionais. Pagaram para ser ajudados e se complicaram.
 
Incorpore as orientações recebidas naquilo que for possível e solte-se. Procure ser você mesmo, mesmo que com isto corra o risco de não ser aproveitado. Seleção não é uma disputa ou uma competição do tipo perde-ganha ou ganha-perde.
 
Você está diante de um processo que, se bem sucedido, terá continuidade e implicações importantes em sua vida e na vida da empresa. E fazer disto algo sem sustentação futura é ser inconseqüente ou aventureiro - ou um ato de desespero.
 
Se tiver liberdade para se apresentar, organize o seu raciocínio. Fale sobre suas experiências profissionais anteriores, enfatizando suas responsabilidades, grau de envolvimento e participação, a forma de atuação, as dificuldades e obstáculos superados e os resultados atingidos.
 
Demonstre suas habilidades, qualificações e aptidões gerais. Fale de seu estilo pessoal de resolver problemas, a maneira como toma decisões e como se relaciona com colegas, chefes e subordinados.
 
Considere que o entrevistador já leu o seu currículo. Procure dizer coisas que esclareçam ou acrescentem informação e qualidade ao que já consta em seu currículo, evitando ficar repetitivo e desinteressante.
 
Evite ficar em posição passiva frente ao entrevistador. Acrescente observações, procure saber se ele está entendendo o que você está dizendo e se de fato estão se comunicando.
 
Procure mostrar suas expectativas com criatividade. Deixe transparecer o que realmente gosta de fazer, procurando demonstrar os motivos e desafios que o levaram a se interessar pela vaga.
 
Em algum momento você terá oportunidades para fazer perguntas. Faça perguntas que dizem respeito aos desafios e oportunidades que a posição oferece e outros esclarecimentos que possam ajudá-los em suas argumentações na própria ou em próximas entrevistas.
 
Negociações ou esclarecimentos adicionais, além daqueles fornecidos em etapas anteriores, relacionados com questões higiênicas (salários, benefícios, gratificações, horário de trabalho etc.) só devem ser feitos a partir do momento em que há alguma viabilidade de aceitação mútua de contratação entre as partes.
 
   
    Autor: 
 

Paulo Pereira, Diretor Presidente da Eventos RH
Autor do livro Profissionais & Empresas - Os Dois Lados de Uma Mesma Moeda no Mercado de Trabalho, Editora Nobel.


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